Um das apostas da economia criativa é a produção de jogos digitais. Em uma empresa dedicada a esse tipo de trabalho estão gamedesigners, gerentes, produtores, desenvolvedores e, claro, os artistas. A empresa pernambucana Daccord tem uma vasta produção de jogos digitais que ensinam música aos usuários. Depois dos testes dos games com seus clientes finais, os produtores sempre vêem os jovens – grande parte de seu mercado – hipnotizados. Alguns encaram a experiência como um exemplo de arte e tecnologia entrando juntas na sala de aula.

As mesmas ferramentas da arte
Recife, Junho de 2012 - Jornal do Comércio

Recentemente, o tema entrou na berlinda em nível mundial. O crítico do jornal Chicago Sun-Times, Roger Ebert, publicou em seu blog o texto Videogame nunca será arte. O título foi suficiente para causar comoção entre os hard gamers (expressão em inglês para os apaixonados por jogos) e simpatizantes. Depois da repercussão, o escritor fez uma “mea culpa” e publicou outro texto, Ok, crianças, brinquem no meu gramado, que, mesmo sem se contradizer, admitiu ter escrito sobre algo que desconhece. Depois dessa, muitos críticos, jogadores e profissionais da área se ocuparam da discussão arte x games.

Músico formado pela Universidade Federal de Pernambuco e um dos responsáveis pela elaboração das trilhas sonoras do jogos produzidos pela empresa Daccord Music (do Porto Digital), Diogo Bazante, 25, é categórico: “O que eu faço é arte”. Em cada jogo, uma composição de influências dão ritmo, som e sentido à narrativa. “Se uma pessoa vir o jogo e depois lembrar da música que fiz, quer dizer que ela foi tocada. A arte passou para ela”, justifica o rapaz.

© 2017 - DIOGO BAZANTE. Todos os direitos reservados.