Na trilha sonora dos games
Recife, 4 de julho de 2012 - Diário de Pernambuco

Quem aí não se recorda da música tema de Uma linda mulher? Ou então da percussão divertida de Caçadores de fantasmas. E os acordes suaves de O rei leão, com composição de Hans Zimmer? Se alguns desses arranjos passaram pela sua cabeça ao ler essas primeiras linhas,  é porque grandes artistas conseguiram fazer um belo casamento  entre som e imagem. É o tipo de coisa que fica marcada na memória . Certos filmes, de fato, andam de mãos dadas com a música. A indústria do videogame  funciona da mesma forma. Com a evolução da tecnologia, a produção sonora dos jogos eletrônicos alcança, cada vez mais, um patamar no mesmo nível do cinema. Até franquias mais clássicas como Sonic e Mario , possuem um estilo musical bem definido  e servem de referência aos desenvolvedores. Para entender melhor como funciona o processo de criação  de uma trilha sonora para um jogo, a Informática bateu um papo com uma galera que, em Pernambuco,  possui experiência no assunto: os Sound designers Diogo Bazante e Cristiano Santana, ambos com 25 anos, e o supervisor de áudio Frank Urben. O trio trabalha na D'Accord e na MusiGames Studio, empresas embarcadas do Porto Digital que atua com tecnologia musical e, entre vários serviços, criam composições para games. 

" O ideal é que a gente faça a música com algumas referências, como arte ou descrição do comportamento de um personagem ou do ambiente", explica Diogo Bazante. Normalmente, o jogador é capaz de perceber quando a trilha sonora não encaixa com o que está na tela, até mesmo quando ele não tem um conhecimento aprofundado sobre música. Timbres, instrumentos utilizados e outros efeitos sonoros precisam ser bem escolhidos. Se eles não agradam, o game pode abaixar o volume  ou colocar no mudo"  comenta Cristiano Santana. Às vezes , a ausência da música faz parte do projeto e precisa ser bem calculada. Isso acontece, sobretudo, em títulos de terror e suspense, como Amnesia: the dark descent.  Frank Urben conta que tem uma técnica que vem sendo mais utilizada na indústria dos jogos é o foley, que consiste em gravar, no estúdio, sons de passos, rangido de portas , vasos quebrando-se no chão e derivados. Isso torna a jogabilidade mais interessante e verossímil.

" O ideal é que a gente faça a música com algumas referências, como arte ou descrição do comportamento de um personagem ou do ambiente", explica Diogo Bazante. 

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